LANÇAMENTO | LUTA CONTRA O CAPACITISMO: ANARQUISMO E CAPACITISMO, DE ITXI GUERRA

É com enorme prazer que lançamos hoje o livro “Luta contra o capacitismo: anarquismo e capacitismo”, escrito por Itxi Guerra (@Itxiguerra). Na obra, a autora parte de sua vivência para teorizar sobre as violências impostas aos corpos deficientes pelo capacitismo, envolvendo este debate com questões de gênero, antiespecismo e o sistema carcerário. Como reflexão para a destruição do sistema capacitista, aponta sua possibilidade no rompimento com as estruturas capitalistas e estatistas, tendo como ferramenta política de transformação criativa o anarquismo. Acreditamos que com esta obra, uma série de reflexões sejam traçadas sobre a necessidade da luta anticapacitista ocupar verdadeiramente a agenda de movimentos e organizações políticas radicais em língua portuguesa, assim como ampliar a luta internacionalista radical e anticapacitista.

A obra, com o desenho de capa de Gey Corrêa e revisão de Wendy Amorim, tem o valor de R$15,00 com frete grátis para todo o Brasil. Os 20 primeiros exemplares acompanharão ainda o pôster “A revolução será anticapacitista e acessível ou não será”, em papel reciclado 75g no tamanho A4. Pode ser adquirida em nossa loja, pelo link https://linktr.ee/tsa.editora

“O capacitismo é a opressão que nós as pessoas deficientes enfrentamos, e surge do sistema capacitista, que é o sistema social, político e econômico que discrimina, violenta, marginaliza e assassina as pessoas deficientes pelo fato de o serem. É um sistema no qual corpos e mentes são valorados de acordo com o padrão de normalidade, inteligência, excelência, magreza, utilidade, beleza… Este valor é determinado pelo capitalismo (e pelo Estado)” – Itxi Guerra.

O PAPEL DOS DEFICIENTES DE GUERRA (GAZÎS) NA REVOLUÇÃO DE ROJAVA

Por Botan Avaşîn, membro do conselho da Federação de Gazîs do Norte e Leste da Síria

instagram: @gaziyen.bakur.rojhilate.suriye

A luta pela liberdade no Curdistão não é apenas uma luta pela liberdade do povo curdo. É uma luta por todos os povos oprimidos e colonizados. Conhecendo esta verdade, milhares e milhares de jovens mulheres e homens se juntaram a esta luta pela liberdade nas últimas décadas, embora estivessem conscientes dos perigos e desafios que tal passo implicaria. A Revolução de Rojava é o fruto desta luta pela liberdade. Ao mesmo tempo, esta revolução trouxe os objetivos e ideais da luta pela liberdade para uma parte ainda maior do público internacional. Enquanto a Rojava introduziu os povos da região e a comunidade mundial em geral ao paradigma da nação democrática baseada na fraternidade das comunidades étnicas e religiosas, os múltiplos agentes hostis nunca deixaram de atacar a revolução e travar guerra contra a revolução e suas ideias.

DEFENDENDO A REVOLUÇÃO

Neste sentido, a história da Revolução de Rojava é também a história de uma guerra defensiva. Nos últimos anos, inúmeros jovens decidiram defender suas casas e suas famílias, mas também um conceito democrático e justo de sociedade. Cerca de 13.000 destes homens e mulheres deram suas vidas nesta luta defensiva. Eles são os que defenderam a revolução com suas vidas. Se colocaram no caminho de organizações terroristas que ameaçaram o mundo inteiro e finalmente os derrotaram. Para nós, lembrá-los significa continuar sua luta por um mundo livre e justo. Todos nós nos lembramos muito bem como o chamado Estado Islâmico (ISIS) amedrontou as sociedades europeias. Lembramos igualmente bem como esta organização cometeu um genocídio contra a população Yezidi em Sinjar, estuprou cinco mil mulheres Yezidi e as vendeu em mercados de escravos. O fato de uma organização tão desumana não poder mais causar estragos da mesma forma no Oriente Médio e no mundo atual é principalmente graças às 13.000 pessoas que deram suas vidas na luta contra o ISIS e grupos semelhantes. Precisamente porque nós, humanos, tendemos a esquecer rapidamente, eu queria lembrar isso aos nossos leitores.

MILHARES DE FERIDOS E CAÍDOS NA LUTA DE LIBERTAÇÃO

Além dos 13.000 mortos, cerca de 23.000 pessoas foram feridas na luta para defender Rojava. Dessas 23.000 pessoas, cerca de 5.000 sofreram danos físicos permanentes ou limitações. Por exemplo, estas 5.000 pessoas perderam um braço, uma perna, ou a visão. Outras sofreram danos físicos irreversíveis que afetam significativamente suas vidas. Nos referimos a estas pessoas como “Gazî”. (aproximadamente “deficientes de guerra”). Estes Gazîs têm uma posição importante na Revolução de Rojava. Enquanto em outras guerras muitas pessoas que sofrem danos físicos muitas vezes perdem a coragem de viver, os Gazîs de Rojava sempre se perguntam como e em qual responsabilidade podem trabalhar para a revolução e a sociedade a partir de agora. O apoio mútuo e a solidariedade entre os Gazîs não lhes dá apenas a força para enfrentar as novas e mais difíceis condições de vida. Também retiram desta unidade sua motivação para aprofundar e implementar o paradigma de uma sociedade democrática, ecológica e da libertação de gênero. Seu vínculo com as ideias do representante curdo Abdullah Öcalan irradia para toda a sociedade e motiva o povo a impulsionar a construção de um novo modelo de sociedade de forma ainda mais intensa.

REORGANIZAÇÃO DOS FERIDOS DE GUERRA

Desde 2015, os aproximadamente 5.000 Gazîs em Rojava têm tentado ativamente trabalhar de acordo com estes princípios. Mas como é o trabalho deles? No outono de 2015, o “Comitê dos Gazîs de Rojava” foi fundado em um congresso. No evento, foram tomadas as primeiras decisões sobre o trabalho dos Gazîs. As decisões centrais incluíram o avanço de sua auto-organização e a realização de um trabalho educativo ideológico. Além disso, foi decidido que os Gazîs, cuja maioria procede do trabalho militar, devem agora se reorganizar nas áreas de saúde, educação e em outros níveis políticos e sociais. Para fazer avançar a auto-organização pretendida, foram criadas ramificações do Comitê dos Gazîs nos diversos cantões de Rojava. Posteriormente, também foram estabelecidos ramos adicionais em todas as áreas liberadas do ISIS. Esta auto-organização estabeleceu o objetivo de difundir as ideias de Öcalan por toda a sociedade. Por esta razão, desde o início atribuiu-se aos Gazîs grande importância ao seu trabalho educacional interno. Além disso, a auto-organização também se destinava a ajudar a criar os meios para organizar em grande parte seus próprios tratamentos médicos. Também foram estabelecidas três academias ideológicas e políticas. Programas de treinamento de longo prazo nos campos técnicos e culturais também foram desenvolvidos. Também foram lançados cursos para aprender línguas estrangeiras como inglês ou russo, assim como cursos para aqueles que não sabem ler ou escrever. O objetivo destas medidas educacionais é fornecer aos Gazîs os conhecimentos ideológicos e práticos necessários para entrar em novos campos de trabalho e defender a revolução desta forma.
Em 2019, o trabalho prévio do “Comitê dos Gazîs de Rojava” foi pensado com autocrítica. Um dos pontos centrais de crítica foi que a prática anterior havia sido muito limitada à Rojava. O objetivo de agora em diante era tornar-se ainda mais ativo em toda a região do Norte e Leste da Síria e, ao mesmo tempo, fazer com que as vozes dos “Gazîs” fossem ouvidas fora das fronteiras da Síria. Eles deveriam tornar-se uma importante voz da luta pela liberdade em todo o mundo. Estas discussões culminaram em um congresso em 1º de junho de 2019. Aqui, foi tomada a decisão de continuar o trabalho de agora em diante sob o guarda-chuva da recém-fundada “Federação Gazi do Norte e Leste da Síria”. Foram formados novos comitês e o trabalho já realizado foi reforçado. Desde então, as práticas da federação incluíram diplomacia, educação, saúde, imprensa, literatura, cultura e relações com a sociedade. Os Gazîs se organizaram nestas áreas e assim multiplicaram seu trabalho. O comitê de relações com a sociedade foi encarregado de organizar também as pessoas que têm deficiência desde o nascimento ou como resultado dos ataques do ISIS. Assim, essas pessoas também serão reintegradas à sociedade.
Sua prática atingiu um novo nível com a criação da Federação Gazî em 2019. Os Gazîs provaram que não darão um passo atrás apesar de serem deficientes. Pelo contrário, estão defendendo a revolução como sempre defenderam. Sua motivação e vontade, com as quais se lançam nas novas esferas de trabalho, também contagiam aqueles que os cercam. Assim, os Gazîs continuam a ocupar seu lugar na vanguarda da revolução.

Fonte: Kurdistan Report, edição de novembro/dezembro de 2021 (https://bit.ly/3FcQscB)

RAÚL ZIBECHI | 2021: UM ANO DE RESISTÊNCIAS PELA VIDA NA AMÉRICA LATINA

Imagem: IELA/UFSC

O parlamento da província de Chubut, no sul da Argentina, aprovou uma lei a favor da mineração em dezembro, mas teve que anulá-la uma semana depois, diante de uma revolta maciça da população. É um dos maiores triunfos dos setores populares latino americanos, contra o governo provincial e nacional, ambos progressistas e extrativistas.

Em quatro dias de fúria, uma enorme pueblada (insurreição) que incendiou até a casa do governo em Rawson, capital da província, forçou o governador a anular o que havia sido aprovado pelo parlamento a fim de acalmar o protesto.

Desta forma, Chubut se une à província de Mendoza, que também conseguiu parar a mineração em 2019. Desde agosto passado, Chubut se encontra em uma emergência hídrica e nas principais cidades houve cortes de água devido à escassez.

No Chile, o ano começou com um aumento sustentado da insurgência pacífica mapuche, que não foi provocada pelos processos eleitorais. Na região de Temuco, houve um crescimento exponencial na recuperação de terras, o que levou o governo de Sebastián Piñera a decretar a ocupação militar de Wall Mapu, em uma tentativa inútil de conter a luta.

Para se ter uma ideia da magnitude do movimento, vale dizer que entre janeiro e abril de 2020 houve 35 recuperações de terras pelas comunidades, mas nos mesmos meses de 2021 o número subiu para 134 tomadas.

O evento mais significativo do ano foi a gigantesca mobilização lançada pelo povo colombiano em 28 de abril. Naquela data, as confederações sindicais convocaram uma greve de 24 horas, mas os jovens foram além da convocação. Na verdade, a greve durou mais de dois meses, com estradas bloqueadas por semanas, como a estratégica rodovia pan-americana que regula o trânsito de mercadorias.

As manifestações de milhões de pessoas abrangeram centenas de municípios, paralisando o país com ações de massa e a criação de pontos de resistência, onde os jovens se reuniram para libertar áreas e tornar a vida cotidiana segura, diante da repressão brutal do Esquadrão Móvel Anti-Distúrbios (Esmad).

A cidade de Cali, cuja população é majoritariamente afrodescendente, foi o epicentro do protesto com 25 pontos de resistência, com a derrubada de estátuas de conquistadores e o levantamento de anti-monumentos como Resiste, emblemático da revolta popular.

Dezenas de pessoas foram mortas e desapareceram na ação repressiva. Mas a verdadeira surpresa veio de baixo: em Cali, a guarda indígena Nasa estava presente e viajou mais de 100 quilômetros para apoiar os manifestantes, que também foram atacados por civis armados pela polícia. Ali foram criadas as primeras líneas de grupos urbanos de autodefesa juvenis, mas havia também as de mães para proteger seus filhos e filhas, sacerdotes e até mesmo militares aposentados.

As sucessivas ondas de protestos continuaram até dezembro, com a chegada da Minga indígena em Cali, em protesto contra o assassinato contínuo de seus membros e em renovado apoio aos seus habitantes.
Os protestos e rebeliões enterraram o Uribismo (a ultra-direita militarista de Álvaro Uribe) que governou a Colômbia com mão de ferro desde o início do século XX; deslocou o foco de resistência das áreas rurais para as urbanas; colocou a juventude sem futuro no centro da cena política; e gerou uma intensa politização da sociedade, a grande maioria da qual exige mudanças urgentes.

A médio prazo, a confraternização entre jovens indígenas e urbanos pode abrir as portas para novas relações entre setores-chave para o desenho de práticas emancipatórias na nação.

Deve-se notar que, em meio à pandemia, a EZLN tomou a iniciativa de convocar a Travesía por la Vida, que abraçou as resistências da Europa durante os meses de setembro a dezembro.

Sustento que esta viagem representa uma mudança na solidariedade internacional e na forma como os movimentos se relacionam uns com os outros. Até agora predominavam os grandes encontros, como as quatro internacionais, e espaços como o Fórum de São Paulo, dominado por homens, brancos e acadêmicos, líderes de partidos e movimentos, reunidos em hotéis de luxo ou universidades.

No norte do Peru, o Governo Territorial Autônomo de Awajún foi formado em dezembro, elevando para seis o número de povos amazônicos e cerca de 150.000 pessoas que decidiram tomar o caminho para a autonomia.

Este ano vimos como os povos estão superando a devastação da pandemia da Covid-19 e os governos de direita e esquerda que estão aproveitando a crise para aprofundar o modelo. A governabilidade neoliberal está sendo minada pelo ativismo de baixo.

Tudo indica que 2022 será um ano decisivo. Acredito que o grande desafio dos movimentos é superar a dinâmica de altas e baixas das mobilizações a fim de construir organizações capazes de dar continuidade às resistências.

Fonte: CLAJADEP/La Haine/La Jornada

“OS 43 ANOS DE LUTA DO PKK SÃO GLORIOSOS”

O Comitê Central do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) divulgou uma declaração em referência ao 43º aniversário da criação da organização em 1978, liderada por Abdullah Öcalan, encarcerado na Turquia desde 1999.

O texto lembra que o PKK “foi oficialmente estabelecido durante seu congresso de fundação no povoado de Fis em Lice, nos dias 26 a 27 de novembro de 1978”. “Como movimento e povo, estamos entrando no 44º ano da luta pela liberdade sob a liderança do PKK”, acrescentaram. Desejamos que o 43º aniversário da criação do PKK, nosso Partido e o Dia da Ressurreição, seja feliz para todos os nossos camaradas, especialmente para o líder Apo (Abdullah Öcalan), para nosso povo patriótico e para nossos amigos revolucionários-democráticos”.

“Na pessoa de nosso primeiro grande mártir, o camarada Haki Karer, comemoramos todos os nossos heroicos mártires com respeito, amor e gratidão, – comentaram -. Desejamos êxito a todos os que lutam pela liberdade e democracia no 44º ano do PKK”.

A declaração acrescentou: “Chamamos todo nosso povo patriótico e nossos amigos revolucionários-democráticos, especialmente mulheres e jovens, a celebrar nosso 43º aniversário oficial de fundação com mais entusiasmo do que nunca”.

“Neste momento, devemos fazer a pergunta: qual seria a situação do Curdistão e do povo curdo se não fosse o fato de que o líder Apo e a luta do PKK deixaram sua marca nos últimos cinquenta anos? -analisaram-. Sem dúvida, a única resposta correta que pode ser dada à pergunta em questão é esta: hoje, não restaria nada em nome do Curdistão e do curdismo neste mundo, e a mentalidade e política colonial-genocida teria triunfado completamente. Com quase cinquenta anos de luta, o líder Apo e o PKK impediram um genocídio, garantiram a existência e a liberdade do povo curdo e salvaram a humanidade de um novo genocídio. Todo mundo aceita este fato hoje, exceto aqueles que são os inimigos declarados dos curdos e do PKK”.

No comunicado se assegurou que “o líder Apo e o PKK recriaram o povo curdo e a sociedade com base na liberdade com seus 43 anos de luta histórica pela liberdade. Promoveu o desenvolvimento democrático da nação realizando a Revolução de Renascimento Nacional. Ao infligir sérios golpes ao domínio fascista-genocida, abriu o caminho para uma vida livre e uma administração democrática para o povo curdo. Ao mesmo tempo que teve um impacto decisivo no status político do Curdistão de Bashur (Curdistão iraquiano), criou uma nova esperança para todos os oprimidos com a Revolução da Liberdade Rojava (Curdistão Sírio). Salvou a dignidade da humanidade ao impedir o genocídio curdo yezidi em Shengal e ao derrotar o ISIS”.

Na declaração se indicou que “sem dúvida, o líder Apo e o PKK criaram o maior e mais significativo desenvolvimento da história no campo da liberdade das mulheres. Ao fazer da Revolução pela Liberdade das Mulheres a base da liberdade social e da democracia junto com a revolução ecológica, mostrou a consciência, o caminho, a organização e a ação da solução de todos os problemas sociais criados pelo poder e pelo sistema estatal”.

“Hoje, a Revolução da Liberdade das Mulheres, que se desenvolveu sob a liderança do PAJK e com o heroísmo da YJA-Star, é, por um lado, uma garantia da existência e da liberdade do povo curdo, enquanto por outro lado, melhora a liberdade social e feminina nesta base, quebrando a mentalidade e a política dominada pelos homens durante milênios. Assim, o século XXI tornou-se o século das mulheres e de uma vida livre, igualitária e democrática, baseada nas diferenças. O impacto destes desenvolvimentos será muito mais visível nos próximos anos”, disseram no texto.

De acordo com o próprio PKK, “a criação destes desenvolvimentos históricos não foi fácil. O líder Apo fez enormes esforços. Cada momento dos 43 anos passou por uma luta heroica, sobre a base de grande coragem e sacrifício. Cada ano tem sido testemunha de uma luta muito maior e mais difícil que a anterior. Todos os dias dos últimos 43 anos, foram escritos epopeias de heroísmo e dezenas de mártires heroicos. É evidente que estes eventos históricos foram realizados com a perda de mais de quarenta mil mártires. Superar dificuldades e superar obstáculos tem sido o estilo básico da militância apóstata. As filhas e filhos mais corajosos do povo curdo lutaram na linha de sacrifício e revelaram estes desenvolvimentos. O efeito construtivo desta epopeia heroica será muito maior no próximo período”.

Na declaração foi pontuado que “como todos os anos, o 43º ano de luta do PKK tem sido glorioso. O fascismo do AKP-MHP, com o apoio dos Estados Unidos e do PDK (Partido Democrático do Curdistão), levou a cabo um ataque planejado a fim de destruir e liquidar o PKK. Para isso, utilizou todos os tipos de métodos e meios, desde a guerra psicológica até a ocupação militar. Para combater estes ataques, nosso Movimento e nosso povo desenvolveram uma resistência total visando a liberdade do líder Apo com base na Campanha Dem Dema Azadiye. A resistência de sacrifício desenvolvida por nossas heroicas forças guerrilheiras em todas as Zonas de Defesa de Medya, especialmente em Gare, Metina, Zap e Avaşin, e em Bakur (Curdistão Turco), desempenhou um papel de liderança na ruptura dos ataques inimigos. Nosso povo, atraindo força e moral através da resistência guerrilheira, tem garantido o sucesso de nossa campanha desenvolvendo ações contínuas nas quatro partes do Curdistão e no exterior. Estas ações têm sido lideradas especialmente por mulheres e jovens. Os presos estiveram em constante resistência e fizeram uma das maiores contribuições para a campanha. Saudamos o 43º aniversário da luta de nossos heroicos guerrilheiros, de nosso povo e dos presos e celebramos seu êxito”.

No comunicado se explicou que “agora, quando o PKK entra em seu 44º ano, os resultados são claros. O plano de destruir e liquidar o PKK do fascismo do AKP-MHP apoiado pelos EUA e pelo PDK foi frustrado e o fascismo do AKP-MHP foi claramente derrotado. Nossa heroica guerrilha, que entrou no ano da luta com a vitória histórica em Gare, também teve sucesso em Metina, Zap e Avaşin, em uma operação militar que vem sendo realizada desde 23 de abril. Como o fascista Ao não conseguir romper a resistência da guerrilha, o fascista AKP-MHP teve que se retirar de muitas áreas que ocupava. Este processo continuará, e o fascismo do AKP-MHP, que foi derrotado no ano 43 do PKK, será destruído no ano 44 do PKK”.

“Está muito claro que o fascismo do AKP-MHP será destruído pela força ou por eleições. Agora, a principal agenda é desenvolver uma luta que derrubará o fascismo AKP-MHP, mas ao mesmo tempo resolver como será formada a nova administração da Turquia – asseguraram -. De fato, constata-se que tanto os EUA como as potências estrangeiras, assim como a CHP e as forças do sistema interno, estão trabalhando para isso. Quase com pressa, estão buscando como manter viva a República Turca anti-curda e fascista. Deixemos claro aqui que nenhum partido chegará a lugar algum repetindo ou imitando o AKP. Nada pode salvar o regime fascista-genocida que entrou em colapso. Aqueles que conseguiram derrotar o fascismo do AKP-MHP lutando também saberão como esfacelar estas novas tentativas”.

Para finalizar, destacaram: “Digamos claramente isso a todos os partidos na Turquia, incluindo a CHP, e às potências estrangeiras relacionadas com a Turquia: o que vocês dizem para derrubar a mentalidade e a política fascista-genocida na Turquia, e para democratizar a Turquia e resolver o problema curdo com base na liberdade? O fascismo deve ser destruído, o Curdistão deve ser libertado e a Turquia deve ser democratizada. Tentativas de desviar a agenda com métodos fraudulentos são inúteis. Todos devem mostrar claramente sua posição sobre esta base. As forças políticas democráticas devem conseguir criar uma alternativa democrática ao fascismo do AKP-MHP que foi destruído neste processo histórico. Dizemos às forças como o KDP, que se salvem de ser o pilar da mentalidade e da política fascista-genocida. As potências estrangeiras, como os EUA e a União Europeia (UE), devem agora saber respeitar a livre vontade do povo curdo e parar de brincar para manter viva a mentalidade e a política fascista-genocida na Turquia”.

FONTE: ANF / Edição: Kurdistán América Latina

LANÇAMENTO: “OS CUIDADOS COM OS MUNDOS: UM MANIFESTO COMUM”, DE YAN CHAPARRO

Se estivéssemos em guerra, de que lado da trincheira você estaria? Da humanidade ou do progresso econômico? Para Yan Chaparro e os Guarani Ñandéva que vivem em Porto Lindo (Jakarey)/Yvy Katu, isto já não é mais uma pergunta, e sim um convite para assumir as armas e a defesa da respiração do mundo.

É com prazer que hoje, no dia da resistência indígena, lançamos a obra “Os cuidados com os mundos: um manifesto comum”, escrito por Yan Chaparro. O livro-manifesto é um chamado para assumirmos em definitivo nosso posicionamento diante da sensível e catastrófica guerra contra a Terra e os terrestres, exposta em todos os detalhes da vida cotidiana.

Para Yan, os povos indígenas carregam a potência dos ensinamentos deste duro combate, e a aliança com/entre outros grupos, sociedades, indivíduos e seres que pertencem e lutam nesta guerra pode ser uma das chaves para demolir a estrutura do progresso instalada como um parasita em nossas relações individuais, com os outros e, especialmente, com os mundos.

A obra “Os cuidados com os mundos: um manifesto comum” pode ser adquirida gratuitamente, via download em nossa Biblioteca Virtual David Graeber, ou diretamente por este link.


“Se a guerra é algo que não pode ser mais silenciada pelas salas de reuniões espelhadas, e algo que parecia como um jogo ilusionista, distante, parecendo só pertencer ao campo, as ruas, os gabinetes e salas de reuniões empresarias/industriais. Hoje a guerra se apresenta aos gritos entre os poros cotidianos e as imagens de fracassos do modelo de sociedade (moderna-capitalista), já não podem mais ser escondidas”. (Yan Chaparro).

COMANDANTES DO PKK: “NOSSA MAIOR INSPIRAÇÃO FOI CHE GUEVARA”

Fonte: anf news english, Evi̇n Ci̇lo / Mahi̇r Yilmazkaya. 11 de outubro de 2017.

Em 9 de outubro de 1998, o líder curdo Abdullah Öcalan foi forçado a deixar a Síria após ameaças da Turquia, de Israel e dos EUA. Este dia é considerado como o início da trama internacional contra Öcalan e os curdos.
O mesmo dia é também o aniversário da morte de Che Guevara. E este ano é o 50º aniversário.
Para comemorar um dos maiores líderes revolucionários de todos os tempos, os líderes do PKK falaram à ANF sobre a influência de Guevara para o movimento curdo e seu legado.

“O MOVIMENTO CURDO FOI INFLUENCIADO POR CHE DESDE O INÍCIO”.
Duran Kalkan, um dos co-fundadores do PKK, disse que no início o movimento Apoista foi influenciado pelos movimentos revolucionários em Cuba e no Vietnã. Ele ressaltou que o sucesso das revoluções naqueles territórios deu esperança ao movimento curdo, mas a nova teoria e a prática do movimento foram influenciadas pelas ideias e práticas revolucionárias de Che Guevara.
Citando Öcalan “Somos o ramo e os seguidores do movimento de 68 no Curdistão”, Kalkan disse: “Che queria espalhar a revolução para o mundo inteiro. Nesse aspecto, ele se dissociou do revolucionismo cubano. Seguiu um caminho diferente do de Fidel Castro. Essa separação liderou o movimento revolucionário juvenil dos anos 68. Não apenas na África, Ásia ou América, a juventude na Europa também tendeu para os movimentos guerrilheiros. Da Alemanha à França, do Reino Unido à Espanha, surgiram novos movimentos de guerrilha. As ideias de Che projetaram uma revolução global e mundial”.
Duran Kalkan apontou semelhanças entre Öcalan e Che e disse que ambos os líderes rejeitaram o poder e escolheram servir o povo em luta.
“No Curdistão, somos os seguidores do movimento guerrilheiro de Che Guevara. Agora fomos além das montanhas e continuamos nossa luta nas cidades e nos desertos”, disse Kalkan.

“PKK TEM O ESPÍRITO INTERNACIONALISTA DE CHE”.
Outro comandante da PKK, Bozan Tekin, disse que o PKK levanta a bandeira de Che Guevara no Oriente Médio e disse: “Nós vimos pela primeira vez as fotos de Che nas reuniões de revolucionários. Depois aprendemos sobre ele. Depois disso, nossos principais quadros, Kemal Pir e Haki Karer, que eram turcos, vieram para o Curdistão e fizeram um sacrifício final pelo povo curdo. No início da luta do PKK, tivemos o espírito internacionalista de Che. Não apenas Pir e Karer, centenas de jovens internacionalistas caíram mártires durante a luta. Tomemos como exemplo nossa camarada Gülnaz que tornou-se mártir da guerrilha em Amed. Ela era uma mulher turca e lutou por uma nação e um povo sobre o qual não sabia muito. Há um pouco do espírito de Che nisto”.

“SOMOS CAMARADAS DE CHE”.
Kasım Engin, do PKK, observou que se sente camarada de Che, embora tenha lutado em uma terra que fica a dezenas de milhares de quilômetros do Curdistão. Engin citou as palavras de Öcalan sobre Che e disse que o líder curdo pensava que o PKK é produto do mesmo espírito, da mesma compreensão de liberdade, da mesma luta e, finalmente, da busca do “novo” humano.

LANÇAMENTO: ANARQUISMO E MARXISMO NA REVOLUÇÃO RUSSA, DE ARTHUR LEHNING

É com imensa felicidade que iniciamos as comemorações do Grande Outubro de 1917 com a obra “anarquismo e marxismo na Revolução Russa”, escrita pelo proeminente historiador e anarquista holandês Arthur Lehning.

O livro, traduzido do francês ao português por Bernardo Tavares dos Santos para o Passa Palavra (passapalavra.info), que gentilmente nos permitiu a edição, é uma grandiosa contribuição para pensar história da Revolução Russa a partir da perspectiva anarquista, que agitou e mesmo antecedeu a criação dos sovietes, considerando o pensamento bakuninista difundido por dezenas de organizações revolucionárias ainda nas décadas de 1860 e 1870.

“Anarquismo e marxismo na Revolução Russa”, com 152 páginas e capa em papel Kraft 300g, pode ser encomendado pelo valor de R$25,00 com frete grátis para todo o país em nossa loja virtual, pelo link https://linktr.ee/tsa.editora. Suas 20 primeiras cópias acompanharão o pôster “Todo poder aos Sovietes”, impresso em papel reciclado 75g em A4.

“Este texto também é uma contribuição à historiografia da Revolução Russa, e é evidente que enquanto tal não pode ser corrigido. Por outro lado, é de fato um texto político, ainda que trate em grande parte de teoria e história. O recente interesse pelos problemas fundamentais do socialismo, as questões da organização e do desenvolvimento da Revolução Russa, assim como a crítica às diferentes formas de socialismo de Estado e de ditadura atribuem novamente a este texto o caráter de panfleto político”

Arthur Lehning

EZLN | CHIAPAS À BEIRA DA GUERRA CIVIL

COMUNICADO DO COMITÊ CLANDESTINO REVOLUCIONÁRIO INDÍGENA- COMANDO GERAL DO EXÉRCITO ZAPATISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL.

MÉXICO.

19 DE SETEMBRO DE 2021.

AO POVO DO MÉXICO:

AOS POVOS DO MUNDO:

À SEXTA NACIONAL E INTERNACIONAL:

À EUROPA DE ABAIXO E À ESQUERDA:

PRIMEIRO. – EM 11 DE SETEMBRO DE 2021, NAS HORAS DA MANHÃ E ENQUANTO A DELEGAÇÃO AÉREA ZAPATISTA ESTAVA NA CIDADE DO MÉXICO, MEMBROS DA ORCAO, UMA ORGANIZAÇÃO PARAMILITAR A SERVIÇO DO GOVERNO DO ESTADO DE CHIAPAS, SEQUESTRARAM OS CAMARADAS SEBASTÍAN NUÑEZ PEREZ E JOSE ANTONIO SANCHEZ JUAREZ, AUTORIDADES AUTÔNOMAS DA JUNTA DE BOM GOVERNO DE PATRIA NUEVA, CHIAPAS.

A ORCAO É UMA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-MILITAR DE NATUREZA PARAMILITAR, POSSUI UNIFORMES, EQUIPAMENTOS, ARMAS E UM PARQUE OBTIDO COM O DINHEIRO QUE RECEBEM DE PROGRAMAS SOCIAIS. GUARDAM PARTE DO DINHEIRO E DÃO O RESTO AOS FUNCIONÁRIOS PARA QUE ELES POSSAM DIVULGAR O FATO DE QUE ESTÃO CUMPRINDO O ASSISTENCIALISMO. COM ESTAS ARMAS ELES ATIRAM TODAS AS NOITES CONTRA A COMUNIDADE ZAPATISTA DE MOISES E GANDHI.

O EZLN ESPEROU PACIENTEMENTE ATÉ QUE TODOS OS CANAIS POSSÍVEIS PARA UMA SOLUÇÃO ESTIVESSEM ESGOTADOS. ENQUANTO O GOVERNO DO ESTADO DE CHIAPAS SABOTOU E IMPEDIU A LIBERTAÇÃO, FORAM AS ORGANIZAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E A IGREJA CATÓLICA PROGRESSISTA QUE AVALIARAM CORRETAMENTE O QUE PODERIA ACONTECER.

SEGUNDO. – OS COMPANHEIROS FORAM PRIVADOS DE SUA LIBERDADE POR 8 DIAS E FORAM LIBERTADOS HOJE, 19 DE SETEMBRO DE 2021, GRAÇAS À INTERVENÇÃO DOS PÁROCOS DE SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS E OXCHUC, QUE PERTENCEM À DIOCESE DE SAN CRISTÓBAL. DOS COMPANHEIROS FORAM ROUBADOS UM RÁDIO DE COMUNICAÇÃO E SEIS MIL PESOS EM DINHEIRO PERTENCENTES À JUNTA DO BOM GOVERNO.

TERCEIRO.- O CRIME DE SEQUESTRO É PUNIDO PELAS LEIS DO MAU GOVERNO E PELAS LEIS ZAPATISTAS. ENQUANTO O GOVERNO DO ESTADO DE CHIAPAS ESTÁ ENCOBRINDO E ENCORAJANDO ESSES CRIMES, E NÃO ESTÁ FAZENDO NADA, O EXÉRCITO ZAPATISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL PROCEDEU PARA TOMAR AS MEDIDAS NECESSÁRIAS PARA LIBERTAR OS SEQUESTRADOS E PRENDER E PUNIR OS RESPONSÁVEIS PELO CRIME.

QUARTO. – SE O CONFLITO NÃO SE TRANSFORMOU EM TRAGÉDIA, FOI DEVIDO À INTERVENÇÃO DOS CITADOS PÁROCOS, DAS ORGANIZAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E DAS MOBILIZAÇÕES E DENÚNCIAS QUE ACONTECERAM NO MÉXICO E, SOBRETUDO, NA EUROPA.

QUINTO. – O DESGOVERNO DE RUTILIO ESCANDÓN ESTÁ FAZENDO TODO O POSSÍVEL PARA DESESTABILIZAR O ESTADO DE CHIAPAS DO SUDESTE MEXICANO:

REPRIME COM VIOLÊNCIA @S NORMALISTAS RURAIS.

SABOTA OS ACORDOS FEITOS ENTRE O MAGISTÉRIO DEMOCRÁTICO E O GOVERNO FEDERAL, OBRIGANDO OS PROFESSORES A SE MOBILIZAREM RADICALMENTE PARA QUE SE CUMPRAM ESSES ACORDOS.

SUAS ALIANÇAS COM O NARCOTRÁFICO ESTÃO FORÇANDO AS COMUNIDADES ORIGINÁRIAS A FORMAR GRUPOS DE AUTODEFESA, PORQUE O GOVERNO NÃO FAZ NADA PARA PRESERVAR A VIDA, A LIBERDADE E OS BENS DOS HABITANTES. O GOVERNO DE CHIAPAS NÃO SÓ PROTEGE AS QUADRILHAS NARCOTRAFICANTES, MAS TAMBÉM INCENTIVA, PROMOVE E FINANCIA GRUPOS PARAMILITARES COMO OS QUE ATACAM CONTINUAMENTE AS COMUNIDADES EM ALDAMA E SANTA MARTHA.

ESTÁ SEGUINDO UMA POLÍTICA DE VACINAÇÃO PROPOSITALMENTE LENTA E ALEATÓRIA QUE ESTÁ PROVOCANDO DESCONTENTAMENTO ENTRE A POPULAÇÃO RURAL E QUE LOGO EXPLODIRÁ. ENQUANTO ISSO, O NÚMERO DE MORTES POR COVID NAS COMUNIDADES ESTÁ AUMENTANDO SEM SER LEVADO EM CONTA.

SEUS FUNCIONÁRIOS ESTÃO ROUBANDO O MÁXIMO QUE PODEM DO ORÇAMENTO ESTATAL. TALVEZ SE PREPARANDO PARA UM COLAPSO DO GOVERNO FEDERAL OU APOSTANDO EM UMA MUDANÇA DO PARTIDO NO PODER.

AGORA TENTOU SABOTAR A PARTIDA DA DELEGAÇÃO ZAPATISTA QUE PARTICIPA DA JORNADA PELA VIDA, CAPÍTULO EUROPA, ORDENANDO A SEUS PARAMILITARES DE ORCAO QUE RAPTASSEM NOSSOS CAMARADAS, DEIXANDO O CRIME IMPUNE, E TENTANDO PROVOCAR UMA REAÇÃO DA EZLN A FIM DE DESESTABILIZAR UM ESTADO CUJA GOVERNABILIDADE PENDE EM UMA BALANÇA.

SEXTO. – SE O OBJETIVO DO PARTIDO VERDE ECOLOGISTA DO MÉXICO (PVEM) É PROVOCAR UM PROBLEMA QUE TERÁ REPERCUSSÕES INTERNACIONAIS, ASSIM COMO DESESTABILIZAR O REGIME NO PODER, É MELHOR QUE RECORRA À CONSULTA DE REVOGAÇÃO DE MANDATO.

O PVEM É UM DOS NOMES QUE O VELHO PRIÍSMO USA NESTAS TERRAS. ÀS VEZES É PAN, ÀS VEZES É PRD, AGORA É PVEM MAL DISFARÇADO COMO O PARTIDO DO MOVIMENTO DE REGENERAÇÃO NACIONAL. ELES SÃO OS MESMOS DELINQUENTES DE ANTES E AGORA FAZEM PARTE DO MOVIMENTO ERRONEAMENTE CHAMADO DE “OPOSIÇÃO”, COMO UMA “QUINTA COLUNA” NA QUARTA GUERRA MUNDIAL.

OS RESPONSÁVEIS SÃO: Rutilio Escandón e Victoria Cecilia Flores Pérez.

SE O QUE QUEREM É REMOVER O ATUAL GOVERNO FEDERAL, OU PROVOCAR DIFICULDADES NA RETALIAÇÃO PELAS INVESTIGAÇÕES PENAIS QUE ELES TÊM CONTRA ELES, OU SE ESTÃO JOGANDO EM UMA DAS FACÇÕES QUE DISPUTAM A SUCESSÃO EM 2024, USEM OS CANAIS LEGAIS DISPONÍVEIS E DEIXEM DE JOGAR COM A VIDA, LIBERDADE E BENS DOS POVOS CHIAPANECOS. VOTEM E CHAMEM O VOTO PARA A REVOGAÇÃO DO MANDATO E PAREM DE BRINCAR COM O FOGO PORQUE SE QUEIMARÃO.

SÉTIMO. – CHAMAMOS A EUROPA DE BAIXO E À ESQUERDA E A SEXTA NACIONAL E INTERNACIONAL A SE MANIFESTAR DIANTE DAS EMBAIXADAS E CONSULADOS DO MÉXICO, E NAS CASAS DO GOVERNO DO ESTADO DE CHIAPAS, PARA EXIGIR QUE ACABEM COM AS PROVOCAÇÕES E ABANDONEM O CULTO DA MORTE QUE PROFESSAM. A DATA É SEXTA-FEIRA, 24 DE SETEMBRO DE 2021.

DIANTE DA AÇÃO E OMISSÃO DAS AUTORIDADES ESTADUAIS E FEDERAIS DIANTE DOS CRIMES ATUAIS E ANTERIORES, TOMAREMOS AS MEDIDAS PERTINENTES PARA QUE A JUSTIÇA SEJA APLICADA AOS CRIMINOSOS DA ORCAO E AOS FUNCIONÁRIOS QUE OS APADRINHAM.

É TUDO. PARA OUTRA OCASIÃO, NÃO HAVERÁ COMUNICADO. OU SEJA, NÃO HAVERÁ PALAVRAS, MAS ATOS.

Das montanhas do sudeste mexicano.

Em nome do CCRI-CG do EZLN.

Subcomandante Insurgente Galeano.

México, 19 de setembro de 2021.

LANÇAMENTO: O PIOR ANO DE NOSSAS VIDAS

É com imensa felicidade que comunicamos o lançamento do livro “O pior ano de nossas vidas: retrospectiva 2020“, organizado por Raphael Sanz e Gabriel Brito, do Correio da Cidadania.

Na obra, que reúne uma série de artigos publicados no Correio, podemos observar uma série de análises críticas sobre a situação brasileira que nos ajuda hoje, em 2021, a entender a conjuntura do período, e especialmente, impedir o perdão e o esquecimento das forças que nos jogaram na situação de risco em em que estamos. Da mesma forma, é um chamado para resistirmos coletivamente, e de forma ampla, a todos os ataques do passado, do presente, e os que virão.

“O pior ano de nossas vidas”, com 176 páginas e capa em papel reciclado 220g, pode ser encomendado pelo valor de R$30,00 com frete grátis para todo o país. Os primeiros 30 exemplares acompanharão o pôster “Ousar lutar, ousar vencer!”, confeccionado em papel reciclado 75g no tamanho A4. Encomende em nossa loja online, pelo link https://linktr.ee/tsa.editora

LANÇAMENTO | “NAÇÃO DEMOCRÁTICA”, DE ABDULLAH ÖCALAN

É com imenso prazer que hoje lançamos o livro “Nação Democrática“, de Abdullah Öcalan. Esta liverto apresenta o projeto “nação democrática” dirigido por Abdullah Öcalan, preso na ilha de Imrali (Turquia) desde 1999. Com base na rejeição do estado-nação e da união de comunidades plurais de cidadãos livres e iguais, este projeto tem sido a força motriz por trás da revolução democrática em Rojava (norte da Síria) desde 2012. A influência do pensamento de Abdullah Öcalan. na política do Oriente Médio também torna essencial para qualquer pessoa interessada nos eventos atuais na região a leitura deste livreto.

A obra, que conta com 60 páginas e em breve será disponibilizada em formato digital para download gratuito, poderá ser encomendada pelo valor de R$15,00 com frete grátis para todo o país. Durante sua pré-venda, acompanhará o pôster “O futuro é o Confederalismo Democrático”. Pode ser adquirida em nossa loja, pelo link https://linktr.ee/tsa.editora

“O confederalismo democrático apresenta a opção de uma nação democrática como a ferramenta fundamental para resolver os problemas étnicos, religiosos, urbanos, locais, regionais e nacionais causados pelo monolítico, homogêneo e monocromático modelo social fascista implementado pelo estado-nação moderno”.

Abdullah Öcalan

Abdullah Ö.